Você sabia que o dia 10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio? Trata-se de uma data extremamente importante para nossa sociedade, tão afligida por esse mal que, por ano, ceifa a vida de mais de um milhão de pessoas no mundo.
Nos juntando à campanha Setembro Amarelo®, na postagem de hoje iremos abordar essa luta que é de todos nós, reforçando a importância do debate e da prevenção quando o objetivo é salvar o bem mais precioso que temos: a vida.
De acordo com a cartilha “Suicídio — informando para prevenir”, produzida pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) em conjunto com o Conselho Federal de Medicina (CFM), o suicídio pode ser definido como “ato deliberado executado pelo próprio indivíduo cuja intenção seja a morte, de forma consciente e intencional, mesmo que ambivalente, usando um meio que ele acredita ser letal”.
Ainda segundo a cartilha, o suicídio trata-se de um fenômeno presente ao longo de toda a história da humanidade, em todas as culturas. É um comportamento com determinantes multifatoriais, resultado de complexa interação de fatores psicológicos, biológicos, culturais e socioambientais.
Assim, tal ato deve ser considerado como o desfecho de uma série de fatores que se acumulam na história de um indivíduo, não podendo jamais ser encarado de forma causal e simplista, relacionado a acontecimentos pontuais. O suicídio é, portanto, a consequência final de um complexo processo.
E a boa notícia é que, com as devidas informações e acompanhamento adequado, esse processo pode ser prevenido e parado.
Os números que envolvem o tema escancaram o fato de que vivemos uma epidemia silenciosa e mortal: de acordo com o grupo de trabalho da Câmara dos Deputados destinado ao estudo do tema, no Brasil ocorre um suicídio a cada 45 minutos, aproximadamente. São mais de 14 mil ocorrências por ano somente em nossa nação.
Atualmente, mais pessoas morrem de suicídio do que devido ao HIV, malária, guerras e homicídios. O primeiro passo para revertermos esse incômodo quadro é justamente falar sobre o tema, desmistificando alguns conceitos e promovendo a prevenção e o tratamento.
Ao contrário do que uma parcela da sociedade acredita, o suicídio não pode ser encarado como uma mera decisão individual ou fruto do livre arbítrio. Aproximadamente 97% dos suicidas estão passando por doenças mentais graves que afetam sua percepção do mundo e interferem em suas escolhas. Através do tratamento de tais doenças, o desejo de se matar desaparece e a pessoa pode voltar à normalidade.
Quando se fala em prevenção, é preciso combater a errônea crença popular de que não se deve falar sobre suicídio, pois o simples ato de tocar no tema poderia aumentar a incidência de casos.
Pelo contrário.
Quando uma pessoa fala sobre o assunto, ela tem a oportunidade de aliviar a angústia e a tensão que os eventuais pensamentos suicidas trazem.
A maioria dos suicidas fala ou dá sinais anteriores sobre suas ideias de morte ou o desejo de se matar.
Do mesmo modo, é necessário quebrar a percepção que, se alguém toca no assunto, é “para chamar atenção”. A menção ao ato de tirar a própria vida é frequentemente um sintoma de um transtorno mental mais grave, que pode e deve ser combatido de forma adequada.
Estejamos na posição de pai, mãe, irmão, amigo, parente, vizinho ou passante, não podemos menosprezar ou desqualificar a dor do próximo. Toda tentativa ou menção ao suicídio é no fundo um pedido de socorro. A solidariedade e a empatia, juntamente com o tratamento psicológico e psiquiátrico adequados, podem salvar vidas.
Nessa grande luta pela vida, juntos somos mais fortes. Campanhas nacionais como a Setembro Amarelo® existem para nos conscientizar durante este mês e todo o ano que o suicídio pode e deve ser prevenido e evitado.
Na Intersea, prezamos pela saúde física e emocional de nossos funcionários, adotando medidas ativas para estabelecer ambientes de trabalho cada vez mais saudáveis e sustentáveis.
Defendemos que a construção de um mundo melhor é uma responsabilidade de todos, indivíduos e empresas, e reafirmamos nossa vocação vanguardista ao nos posicionarmos ativamente em favor da saúde e da vida.
Reforçamos que o suicídio é um tema sério que deve ser debatido e enfrentado por todos com a convicção de que, como ato proveniente de transtornos mentais, pode ser prevenido, evitado e tratado. Campanhas como o Setembro Amarelo® e datas como o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio nos lembram que esse é uma batalha que pode ser vencida sem que vidas sejam interrompidas prematuramente.
Caso você esteja enfrentando problemas, o CVV – Centro de Valorização da Vida realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo de forma voluntária e gratuita todas as pessoas que querem e precisam conversar sob total sigilo, por telefone, e-mail e chat 24 horas todos os dias.
Não importa o que você esteja enfrentando, lembre-se sempre que a sua vida importa.